Estudo de Caso: “O Filtro do Invisível” – Barreiras sociais
A prática profissional no campo socioassistencial muitas vezes oscila entre a garantia de direitos e o controle social. A atuação do assistente social e do conselheiro tutelar deve ser pautada na compreensão das múltiplas expressões das situações e contextos sociais. Tais profissionais precisam refletir sobre seus princípios e questões éticas que vão ter influência em suas condutas profissionais. As barreiras sociais, preconceitos e estigmas podem estar presentes em nossa percepção de forma silenciosa e, a partir delas, agimos impulsivamente. É necessário estar ciente da nossa bagagem cultural e expectativas para que possamos agir de forma ética.
Sendo assim, imagine a seguinte situação e reflita sobre seu papel profissional.
O Cenário:
O Conselho Tutelar de uma cidade de médio porte recebe uma denúncia anônima de “maus-tratos e negligência” em uma ocupação urbana recém-estabelecida na periferia. A denúncia aponta que crianças estão “andando sujas, descalças e sozinhas” enquanto os pais trabalham na coleta de recicláveis.
Os Personagens:
Dona Clarice: Moradora da ocupação, mãe de três filhos (4, 7 e 9 anos). Trabalha como catadora.
Conselheiro Roberto: Recém-eleito, acredita que a “ordem e a higiene” são a base para uma boa criação.
Assistente Social Julia: Atua no CRAS local, sobrecarregada, tende a ver famílias em situação de ocupação como “resistentes a intervenções”.
Faculdade: Unicesumar
