Durante um plantão noturno em um hospital de pequeno porte, João, enfermeiro da unidade de emergência, foi acionado para atender um paciente adulto de 52 anos, que chegou inconsciente. Imediatamente, João checou o pulso radial, avaliou a Escala de Coma de Glasgow e iniciou as compressões torácicas. Após dois minutos de compressões, acionou sua equipe, que prontamente se fez presente para auxiliá-lo.

Durante a realização das compressões torácicas, Pedro, técnico de enfermagem, ouviu um estalo e percebeu, em sua mão, uma instabilidade em uma das costelas do paciente. João, de forma rápida, deu feedback a Pedro, dizendo:

“Continue assim, você está comprimindo corretamente, pois a fratura de costela durante as compressões torácicas pode ocorrer. Mantenha a velocidade das compressões acima de 120 por minuto, observe a frequência cardíaca no monitor, pois ela serve como feedback da compressão, e afunde o tórax o máximo que puder. Não pare; quanto mais compressões, melhor.”

Em seguida, João orientou Maria:

“Coloque uma máscara de Venturi com 3 L de oxigênio e vamos administrar adrenalina em todos os ciclos de RCP. Se, após cinco minutos, não houver retorno da circulação espontânea, vamos instalar o desfibrilador.”

Após uma hora e trinta minutos de manobras de reanimação, foi constatado o óbito do paciente.

Faculdade: Unicesumar