O município de Aurora Social, com cerca de 120 mil habitantes, vivenciou o agravamento das vulnerabilidades sociais durante e após a pandemia de Covid-19, com aumento do desemprego, da insegurança alimentar e da violência doméstica. Os CRAS do território tornaram-se porta de entrada para famílias que nunca haviam acessado a Assistência Social, ao mesmo tempo em que se intensificaram as demandas de famílias já acompanhadas pelo PAIF. A equipe de referência relata sobrecarga de trabalho, fragilidades na articulação com outras políticas públicas e pressão da gestão por respostas rápidas, muitas vezes centradas na oferta de benefícios eventuais, em detrimento do trabalho social continuado com famílias. Paralelamente, o Conselho Municipal de Assistência Social aponta, em seus relatórios, a necessidade de fortalecer a proteção social básica, a vigilância socioassistencial e o trabalho em rede, articulando CRAS, SCFV e demais serviços. Nesse contexto, a atuação do assistente social é convocada a articular análise crítica da realidade, leitura das expressões da questão social e proposição de estratégias que reafirmem o SUAS como política de direitos e não como prática assistencialista.

 

Fonte: adaptado de  BARETA, A. et al. Gestão do Sistema Único da Assistência Social e o Trabalho Social com Famílias. Maringá: UniCesumar, 2022.

Faculdade: Unicesumar