Contextualização narrativa
Você foi recentemente aprovado em concurso público para a carga de assistente social no município de Rio da Esperança e foi lotado em um CRAS que atende a um território com alta concentração de famílias em situação de vulnerabilidade social. O diagnóstico socioterritorial, elaborado pela gestão e pela vigilância socioassistencial, aponta: elevado índice de desemprego (acima de 25% da população economicamente ativa), moradias precárias em área de ocupação irregular sujeitas a enchentes, aumento da violência doméstica (relatados 150 casos no último ano) e maior presença de adolescentes em situação de trabalho infantil (dados do Conselho Tutelar). O Relatório Anual de Gestão indica que, embora o CRAS realize atendimentos pontuais e encaminhamentos para benefícios (como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada), há fragilidades na execução do PAIF, baixa articulação com o SCFV e pouca integração com saúde, educação e conselho tutelar. Em reuniões do Conselho Municipal de Assistência Social, usuários relatam que “o CRAS só serve para encaminhar para cesta básica e não nos acompanha de verdade”, enquanto a equipe aponta sobrecarga, falta de materiais para grupos e dificuldades de visitas domiciliares devido à insegurança territorial. A gestão municipal solicita, então, que a equipe do CRAS elabore uma proposta de reorganização do trabalho social com famílias nesse território, integrando os princípios da PNAS, da Tipificação Nacional dos Serviços e da NOB-RH/SUAS. Nesse contexto, você, como assistente social da equipe de referência, está convidado a assumir papel central na construção de um plano técnico que articule diagnóstico, planejamento, intervenção e avaliação, incorporando vivências reais do território.
Faculdade: Unicesumar
