Considere que você é nutricionista clínico e diariamente, encontra diferentes pessoas em sua jornada, uma deles, é Renata. Observe o caso abaixo:
Renata, 38 anos, 1,72 m e 93 kg, chegou à consulta para avaliação nutricional. Seus exames laboratoriais mostram: glicemia 117 mg/dL, colesterol total 206 mg/dL, triglicerídeos 191 mg/dL e vitamina B12 207 pg/ml, indicando risco cardiometabólico aumentado e possível insuficiência de vitamina B12.
Seu consumo alimentar é baseado em leite com café adoçado e bolacha água e sal pela manhã; no trabalho, ingere mais café com açúcar e costuma comprar algo no mercado ao lado, incluindo um chocolate que consome após o almoço. O almoço é marmita levada de casa com arroz, feijão, bife ou frango frito e, às vezes, tomate ou alface. À tarde, costuma consumir biscoitos de maisena ou água e sal, e no jantar repete o mesmo do almoço. Refere realizar exercícios por aplicativo em casa, 3 vezes por semana, por 15 minutos.
Na avaliação nutricional, as dobras cutâneas foram: DTC 26,7 mm, DCB 21 mm, DCSE 33,2 mm e DCSI 31 mm.
Relata ser muito ansiosa e reconhece que “belisca” mais alimentos ao longo do dia porém não consegue relatar. Não sabe quantificar a água ingerida, estimando menos de 1,5 L/dia. Relata dores ao defecar, fezes tipo 2 na escala de Bristol. Ao exame físico, apresenta edemas em coxas (sem extensão para panturrilhas) e hálito com odor de cetona.

Fonte: A autora, 2026.

Faculdade: Unicesumar